NADA VAI MUDAR

À espera de Carlo Ancelotti, CBF segue o planejamento com Diniz, apesar dos resultados ruins da seleção brasileira

Diogo Dantas diogo.dantas@extra.inf.br

2023-11-19T08:00:00.0000000Z

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▶ O desafio de assumir a seleção brasileira após mais um fracasso em Copa do Mundo e promover uma grande transformação seria enorme para qualquer um. E é por isso que o início ruim de Fernando Diniz não vai influenciar no combinado da CBF com o técnico, de tê-lo por um ano, de forma interina, até a chegada de Carlo Ancelotti. Inclusive, a entidade espera que o legado de Diniz seja aproveitado, e que o treinador integre de alguma maneira a comissão do italiano, e facilite a sequência do trabalho, como auxiliar ou até algum tipo de consultor. Em meio ao desempenho recente do Brasil nas Eliminatórias à Copa do Mundo de 2026, sobretudo as duas últimas derrotas, para Uruguai e Colômbia, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, fez questão de reforçar internamente o apoio a Diniz. E por tabela, indicar novamente o acordo com Ancelotti a partir da Copa América de 2024. Portanto, a CBF sequer considera a possibilidade da saída de Fernando Diniz agora ou até o meio de 2024 para colocar outro treinador provisório. E entende que a metodologia do interino é boa, apesar dos resultados e do retorno aquém do esperado dado por alguns jogadores convocados. Na terça-feira, no Maracanã, o duelo com a Argentina pode colaborar para essa primeira impressão negativa do trabalho diante da torcida brasileira e para consolidar a pior campanha da seleção nas Eliminatórias até agora. Entretanto, Diniz e a cúpula da CBF estão pacificados que o processo de transformação da equipe se dará aos poucos. O comentário interno na CBF é que Diniz teve um bom início, oscilou após os primeiros jogos mais fáceis e com vitórias sobre Bolívia e Peru, justamente quando precisou mudar peças e perdeu jogadores importantes, como Neymar e agora Vini Jr. A ideia, como o próprio treinador deixou claro, não era fazer uma revolução tão abrupta, mas seguir com uma base da equipe consolidada por Tite. As lesões de nomes como Danilo, Casemiro e Militão pesaram contra, e Fernando Diniz ousou não só na manutenção do esquema sem retroceder, como nas peças escolhidas para lhe entregar o que pretendia. — Olhar só o resultado não me interessa muito. Eu acho que a equipe vai evoluir aos poucos e os resultados vão aparecer. E quando aparecer, já será de maneira consistente — justificou Fernando Diniz.

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