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‘Nosso currículo precisa ser enegrecido’

▶ A literatura preta também é o foco de Luciane Silva, professora na Faetec de Quintino e no Instituto de Educação Carmela Dutra, em Madureira. Além de privilegiar autores negros como Maria Firmina dos Reis, Carolina Maria de Jesus e Lima Barreto em suas aulas, ela criou o e-book “Enegrecendo o currículo com a literatura afro-brasileira”.

— Nosso currículo precisa ser enegrecido — diz.

Na Baixada Fluminense, a iniciativa parte da educadora Marize Conceição, com o projeto “Encontro de meninas discutindo identidade”, que leva às escolas da região palestras e oficinas, como de hip-hop.

— A ideia é trabalhar a identidade racial e discutir a identidade de gênero para que as alunas se empoderem e saibam se posicionar.

Uma pesquisa dos institutos Alana e Geledés mostrou que sete em cada dez secretarias municipais de Educação do país não cumprem a Lei 10.639.

No Rio, o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha garante que cumpre a legislação e que a representatividade chegou até ao material didático. A rede tem 660 mil alunos, dos quais 57,41% são pretos ou pardos, segundo dados da secretaria. A Secretaria estadual de Educação informou que, além de cumprir a lei, promove iniciativas de cunho antirracista.

CIDADE

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2023-11-20T08:00:00.0000000Z

2023-11-20T08:00:00.0000000Z

https://extra-globo.pressreader.com/article/281672554681018

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