O fim de um sonho nas areias de Copacabana

Estudante que veio ao Rio para ver Taylor Swift é morto com facada no peito em assalto

Priscilla Litwak e Vera Araújo granderio@oglobo.com.br

2023-11-20T08:00:00.0000000Z

2023-11-20T08:00:00.0000000Z

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POLÍCIA

Causa da morte de universitária só em 30 dias Artista faz show contagiante no Nilton Santos Carro da escolta de Taylor foi apreendido ▶ O que era para ser um fim de semana de diversão para um grupo de jovens turistas terminou em tragédia, na madrugada de ontem, nas areias de Copacabana. O estudante sulmatogrossense Gabriel Mongenot Santana Milhomem Santos, de 25 anos, que veio ao Rio com quatro amigos para o show da cantora americana Taylor Swift, foi morto a facadas durante um assalto. Durante o dia, a polícia prendeu dois acusados do crime, que foram reconhecidos pelas vítimas. Um deles havia sido solto pela Justiça 12 horas antes. O crime aconteceu por volta de 3h na altura da Rua Figueiredo Magalhães, onde fica o batalhão da Polícia Militar de Copacabana. Segundo a Polícia Civil, o grupo de turistas estava sentado na areia, contemplando o mar, quando dois assaltantes se aproximaram. Em depoimento, uma das vítimas contou que Gabriel era o único que dormia, acordando com susto ao ser abordado. Ele reagiu e foi esfaqueado no peito. A mesma testemunha relatou aos investigadores que os criminosos estavam alterados e os chutavam o tempo todo. Gritavam que, se alguém levantasse, iriam matar quem ousasse desobedecê-los. A faca utilizada era de cozinha, mas com uma lâmina grande, segundo as vítimas. Os ladrões fugiram levando a chave de um veículo e dois telefones celulares. À tarde, policiais civis prenderam Jonathan Batista Barbosa, de 36 anos, apontado pelos amigos de Gabriel como o autor da facada. Ele foi localizado na Lapa. De manhã, policiais militares haviam capturado Anderson Henriques Brandão. Reconhecido por testemunhas, ele confessou envolvimento no crime. Com 56 passagens pela polícia, ele foi detido ao lado de um homem que possui anotações por roubo, furto, tráfico e um homicídio, mas que não foi reconhecido pelas vítimas. Esse suspeito havia sido preso com Jonathan, na quinta-feira por agentes do Copacabana Presente depois de furtarem 80 barras de chocolate de uma loja. Os dois foram soltos no sábado após audiência de custódia, 12 horas antes do assassinato. Jonathan já tinha seis passagens pela polícia por ofensa, roubo, furto e homicídio.

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